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Bashar al-Assad, orgulhosamente só

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Bashar al-Assad, orgulhosamente só

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O isolamento diplomático não trava a ofensiva militar do regime sírio. A repressão fez mais de 30 mortos esta terça-feira, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. A cidade mais castigada foi Deir Ezzor, no nordeste, tomada de assalto pelos tanques do exército. Também Hama está refém dos militares, que impedem a entrada de alimentos.

Orgulhosamente só, o presidente sírio Bashar al-Assad conta apenas com o apoio claro do Irão. Esta terça-feira, o chefe da diplomacia turca deslocou-se a Damasco para pedir o fim da repressão.

De regresso à Turquia, Ahmet Davutoglu declarou: “Tivemos a oportunidade de partilhar com o senhor Assad, de forma bastante clara e transparente, os passos que devem ser tomados para evitar o confronto direto do exército com as pessoas e para se evitar mais tensão como a que se verificou em Hama”.

A Rússia, o Egito, a Arábia Saudita, o Kuweit e o Bahrein também se juntaram ao coro de críticas contra a atuação do regime sírio. Esta quarta-feira, uma delegação da Índia, Brasil e África do Sul desloca-se a Damasco para voltar a pedir o fim da repressão.

As organizações de defesa dos direitos humanos falam em mais de dois mil mortos desde o início da contestação popular, a 15 de março.