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Famílias choram as vítimas de Birmingham

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Famílias choram as vítimas de Birmingham

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Em Birminghan, choram-se as três vítimas mortais de um atropelamento que também foi arma de arremesso, nos motins.

Um dos três mortos era Haronn Jahan, filho de Tariq Jahan que agora é consolado por vizinhos e amigos.

Ele ouviu a pancada do carro que matou o filho:

“Eu ouvi a pancada, que ecoou por toda a zona e vi três pessoas no chão. O meu instinto foi ajudar as três pessoas. Não sabia quem eles eram, nem se estavam muito mal tratados. Ajudei o primeiro homem e alguém atrás de mim disse que o meu próprio filho estava ali, atrás de mim. Comecei a gritar pelo meu filho. A minha cara ficou coberta de sangue as minhas mão ficaram cobertas de sangue. Porquê. Eu tenho três filhos, dois rapazes e uma rapariga, bem… eu tive dois rapazes. Ele era o mais novo e fazia sempre tudo o que eu lhe pedia”.

A polícia procede ainda a investigações, para identificar os culpados e recolher outras provas.

O local do crime está demarcado e decorrem peritagens.

Os moradores assistem a tudo, à espera de respostas para um crime que ninguém sabe explicar.

Só encontram uma razão. A diferença de caráteres, entre dois grupos:

“Nós somos gente que trabalha duro, de dia e de noite. E essa gente não trabalha, eles vivem com o dinheiro do crime. Mas a polícia não fez nada, eles não fizeram o seu trabalho. Digo isto com sinceridade, eles não fizeram o seu trabalho”.

A polícia, em muitas circunstâncias, também não foi poupada à violência.

O poder promete identificar os culpados e entregá-los à justiça.