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Tymoshenko vai continuar detida

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Tymoshenko vai continuar detida

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Entre palmas e assobios, a antiga primeira-ministra ucraniana, que responde por alegado abuso de poder, voltou esta quarta-feira a tribunal e insistiu que o caso tem motivações políticas.
 
A defesa de Yulia Tymoshenko solicitou o afastamento dos dois procuradores do processo, mas o pedido foi recusado. 
 
Durante a audiência, Yulia Tymoshenko
denunciou a existência de cumplicidade com uma “máquina repressiva contra a oposição”, liderada pelo rival, o presidente Viktor Ianoukovitch.
 
A “dama de ferro” ucraniana está presa preventivamente desde a passada sexta-feira. As constantes atribulações, interpelações e insultos durante a audiência terão sido a gota de água para o juíz. 
“O tribunal tomou uma decisão que valida a nossa postura de deter preventivamente Yulia Tymoshenko. Não é justo ver os advogados da ré dizer que não compreendem a base da acusação”, diz Liliya Frolova, procuradora.
 
Os apoiantes de Yulia Tymoshenko concentraram-se uma vez mais às portas do tribunal onde decorre o julgamento, em Kiev.
 
Pela primeira vez juntaram-se ao protesto militantes do partido “Nossa Ucrânia”, do antigo presidente Viktor Ioutchenko.
 
Um tribunal de recurso deverá examinar esta sexta-feira o pedido de libertação da ré.
 
A antiga primeira-ministra da Ucrânia arrisca-se a uma pena de dez anos de prisão caso seja considerada culpada das acusações de abuso de poder na assinatura dos acordos de gás com a Rússia durante o mandato.