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Exército sírio terá voltado a semear morte

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Exército sírio terá voltado a semear morte

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Novo dia, mais mortes na Síria. De acordo com ativistas e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, pelo menos 5 pessoas foram abatidas pelo exército no distrito de Homs, no oeste do país.

A atividade militar não se ficou por aqui. Há o registo de intervenção das forças armadas noutras zonas do país, depois de intensa atividade diplomática, que parecia ter dado alguns frutos.

Um vídeo publicado na quarta-feira numa rede social e com autenticidade pode verificar, mostra a deserção de um oficial. O tenente diz que abandona o posto por causa dos massacres cometidos contra as famílias e apela os camaradas a seguirem o exemplo.

O novo derrame de sangue surge um dia depois das Nações Unidas terem recebido e debatido um relatório que dá conta de 1700 civis mortos e mais de 3 mil desaparecidos desde o início da contestação ao regime.

O representante do regime na ONU compara a situação na Síria com os motins no Reino Unido. “O primeiro-ministro inglês qualifica os autores dos tumultos de gangues, mas ao mesmo tempo não nos permite chamar a mesma coisa no nosso país”, referiu Bashar Ja’afari.

O regime de Bashar al-Assad afirma que a violência é provocada por terroristas. Perante uma delegação da ONU em Damasco, o presidente da Síria terá admitido erros do exército durante a primeira fase da intervenção para calar a contestação.