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Motins põem governo e oposição de acordo

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Motins põem governo e oposição de acordo

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Debate no Parlamento britânico, esta quinta-feira, sobre os motins urbanos, com governo e oposição de acordo, na necessidade absoluta de combater o fenómeno.

Houve consenso absoluto na condenação de atos que toda a câmara considerou de criminalidade, pura e simples.

Mas com divergências em relação aos meios de dissuasão a empregar.

O Primeiro-Ministro defendeu um aumento do patrulhamento policial, mesmo que tenha de mobilizar o exército, para as tarefas de retaguarda.

David Cameron diz que tem de pensar em todas as possibilidades:

“A comissão responsável pela Polícia Metropolitana disse-me que preferia utilizar o último homem da Scontald Yard, antes de pedir ajuda ao exército. Essa é a atitude correcta e a que eu prefiro. Mas é responsabilidade do Governo verificar, no futuro, cada plano de contingência, inclusivé se há tarefas que o exército possa desempenhar, libertando mais polícias para a linha da frente”.

Mas Ed Milliban recordou que, ainda há pouco tempo, as medidas de austeridade de Cameron defendiam uma redução dos efectivos policiais:

“Dada a prioridade absoluta das pessoas em verem uma presença policial ativa, nas ruas, será que o Primeiro-Ministro comprrendeu que não faz sentido manter a ideia de reduzir o número de agentes, como ele tinha planeado?”

Uma pergunta da oposição a que os factos dos últimos dias já deram resposta.

No último fim de semana, havia seis mil polícias nas ruas de Londres. Hoje há 16 mil.

Já estão detidas cerca de 1200 pessoas e mais de 200 com acusação formal.