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População síria silenciada a tiro

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População síria silenciada a tiro

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Da Síria chegam novos vídeos amadores que retratam a forma como está o regime lidar com a insurreição.

A cidade de Nawa, no sul do país, assemelha-se a uma zona de guerra. Nos subúrbios de Damasco ouvem-se tiros e muitos corpos jazem nas ruas.

Na província de Homs, cerca de duas dezenas de pessoas foram mortas pelas tropas fiéis a Bashar Al-Assad. Os relatos de vítimas da repressão multiplicam-se um pouco por todo o país.

Face à pressão da vizinha Turquia, o presidente sírio deixou entrar, hoje, uma equipa de reportagem em Hama.

A cidade, símbolo de resistência, esteve debaixo de fogo durante 10 dias. Ontem, o regime anunciou a retirada dos blindados. Hoje, os jornalistas turcos não viram tanques, mas alguns soldados permaneciam nas ruas.

Bashar Al-Assad diz que em curso está uma operação para travar grupos armados que responsabiliza pela instabilidade no país.

Já o embaixador sírio nas Nações Unidas compara o que está a acontecer com os motins na Grã-Bretanha e crítica o facto do primeiro-ministro britânico chamar “gangs” aos responsáveis pelos distúrbios e da Síria não poder fazer o mesmo.

A população síria não desarma. Para esta sexta-feira estão previstas novas manifestações. A convocação está a ser feita através das redes sociais.