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Motins: O custo humano da violência no Reino Unido

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Motins: O custo humano da violência no Reino Unido

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A herança dos motins no Reino Unidos está a revelar-se demasiado pesada para muitos britânicos. Pesada do ponto de vista económico, mas sobretudo humano.

Com 26 apartamentos no topo, o lendário edifício da loja da Carpetright, em Tottenham, sobreviveu à guerra, mas não resistiu a este golpe. Os escombros são a imagem do que resta do imóvel, onde habitavam Burcin e Mehmet Akbasak, agora à mercê da onda de solidariedade.

“Ao longo dos últimos dias, fazendo uma retrospetiva, sinto que perdemos tudo e que é impossível recuperar grande parte das coisas. Mas provavelmente vamos voltar a reconstruir as nossas vidas. Vamos arranjar uma nova casa e assentar, voltar ao trabalho. Neste momento não posso trabalhar, não consigo voltar ao trabalho”, desabafa Burcin Akbasak.

Mohd Ashraf Haziq, um estudante da Malásia que tinha chegado ao Reino Unido há um mês, também se tornou num testemunho da violência gratuita dos últimos dias.

Foi assaltado por um gangue de jovens que pareciam querer ajudá-lo. Acabou com o maxilar partido, mas na Internet já se recolhe apoio moral e financeiro em seu nome.

Um dos agressores foi entretanto detido. Haziq lamenta o fato de no grupo de agressores estarem também crianças.

Há ainda o caso de um homem de 68 anos ferido com gravidade na cabeça durante os motins em Ealing, no oeste de Londres. Continua em estado critico.

O episódio mais trágico da vaga de violência é porventura a morte de três jovens asiáticos em Birmingham. Esta quinta-feira, os pais das vítimas deslocaram-se ao local do crime.