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Egípcios divididos entre a compaixão e a satisfação

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Egípcios divididos entre a compaixão e a satisfação

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A imagem de Mubarak numa maca e atrás das grades causa sentimentos diferentes nos egípcios. Entre os opositores há mesmo quem ponha em causa o estado de saúde do antigo presidente. Já os apoiantes sofrem por ver o ex-líder desta forma.

“Como cidadão egípcio, tenho pena de ver o presidente Mubarak, líder da guerra e da paz, aparecer nesta situação. É um insulto para cada egípcio”, diz um manifestante pró-Mubarak.

Em abril, o antigo presidente, de 83 anos, foi internado devido a problemas cardíacos no hospital de Sharm el Sheik. Entretanto, foi transferido para o International Medical Center, perto do Cairo, onde está a ser julgado.

“Quando fomos presos durante a revolução, fomos julgados em 24 horas. Por que é que, seis meses depois, ele ainda não foi sentenciado? Porque ele ainda é o presidente e vai continuar a sê-lo por mais seis meses, até o regime acabar”, afirma Ahmed Risk, manifestante contra Mubarak.

O marechal Mohamed Hussein Tantaoui lidera o conselho militar que tomou o poder depois da saída de Mubarak a 11 de fevereiro.