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Futuro da zona euro nas mãos de Sarkozy e Merkel

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Futuro da zona euro nas mãos de Sarkozy e Merkel

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Os líderes da França e da Alemanha estão condenados a entenderem-se numa reunião que os analistas definem como crucial.

Angela Merkel e Nicolas Sarkozy têm o futuro da zona euro nas mãos. E juntos devem encontrar soluções para deter a espiral de desconfiança que afeta a zona euro.

Mas também terão de superar as diferenças. Porque as duas grandes potências da união não sofreram as consequências da crise do mesmo modo. Antes, estavam no mesmo plano, mas agora é a Alemanha que tem as rédeas.

Se o Presidente da França chegou a interromper as férias para se reunir com o gabinete de crise, é porque a situação é grave para o país, a economia está estagnada e os investidores têm dúvidas.

Sarkozy, na última etapa do mandato e com a popularidade em baixa, não se pode permitir deixar ao sucessor uma situação caótica. Mas, está com uma margem de manobra reduzida.

A chanceler alemã, que lidera uma coligação que acumula derrotas eleitorais nos últimos meses, , está sob pressão dos aliados liberais e da opinião pública.

Tem de enfrentar o ceticismo em relação à moeda única. Como parceiros europeus, os alemães têm cada vez mais a sensação de estar a pagar pelos outros…

Então que fazer? Há muito tempo que o funcionamento da moeda única não convence. O conceito inical de governação defendia que, se cada um cuidasse das próprias finanças, tudo corria bem, o que não funcionou com a crise. Há que evoluir. A Europa tem de reforçar a gestão económica, por exemplo com reuniões regulares entre os dirigentes e o fortalecimiento do papel de Herman Von Rompuy .

No entanto, esta reforma propõe questões difíceis especialmente no terreno da solidariedade, eficácia e legitimidade. Até que ponto estão dispostos a ir os Estados e os cidadãos para salvarem o euro? Alguns europeus acolheram as medidas de austeridade com ressentimento e incomprensão.

Os analistas asseguram que a moeda única se sustenta graças ao eixo franco-alemão, mas a verdade é que nenhum dos dois líderes, se encontra em condições de impor medidas extraordinárias. Mas é isso que os mercados esperam.