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Iraque vive dia mais sangrento do ano

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Iraque vive dia mais sangrento do ano

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O Iraque viveu a manhã mais sangrenta do ano.

Uma série de atentados, de norte a sul do país, causou pelo menos seis dezenas de mortos e centena e meia de feridos. O mais grave ocorreu na cidade de Kut. Um carro armadilhado e um engenho explosivo rebentaram junto a um mercado causando a morte a mais de trinta pessoas. Bagdade também não foi poupada. Uma mina e um carro-bomba explodiram em locais diferentes ferindo oito iraquianos. Um residente da capital questiona como é que conseguiram passar com um carro armadilhado pelas inúmeras barragens militares que rodeiam o bairro de Mansour.

As autoridades iraquianas apontam o dedo a grupos rebeldes com ligações à Al-Qaida.

Os ataques foram aparentemente coordenados. Estenderam-se de norte a sul do país e ocorreram ao início do dia. Os atentados foram levados a cabo em pleno Ramadão, mês de jejum e de festa entre os muçulmanos, e numa altura em que os principais partidos políticos iraquianos se colocaram de acordo e autorizaram o governo a negociar a eventual permanência de soldados americanos no Iraque. As tropas americanas devem retirar até ao final do ano. Atualmente encontram-se no país 47.000 soldados. Mas as frágeis condições de segurança podem obrigar à manutenção de alguns militares.