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Lei de guerra estão a ser violadas na Somália

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Lei de guerra estão a ser violadas na Somália

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A Human Rights Watch lança acusações sobre todas as partes envolvidas no conflito na Somália.

Num relatório, de 58 páginas, a organização não-governamental sublinha que “os abusos por parte do Al-Shabab e das forças pró-governo multiplicaram o sofrimento provocado pela fome” no país.

O documento refere que as leis da guerra estão a ser violadas e pede que acabem os abusos contra a população.

Neela Ghoshal, da organização, lança um apelo:

“A Human Rights Watch pede a todos os lados que cessem, imediatamente, os abusos contra os civis, responsabilizem os culpados e assegurem o acesso à ajuda e à liberdade de movimentos às pessoas que fogem do conflito e da seca”.

A crise humanitária que se abate sobre o país põe em risco mais de 12 milhões de pessoas. A juntar à seca que provoca a fome, os alimentos levados para o país, pela ONU, estão a ser vendidos no mercado de Mogadíscio.

Uma mulher afirma: “Não recebi qualquer comida da ONU desde que estou aqui, mesmo a pouca comida que conseguimos é roubada pelas milícias e por assassinos que pensam que somos fracos e vulneráveis. Por favor ajudem-nos depressa.”

No campo de Dadaab, no Quénia, há 400 mil refugiados somalis e de outras nações do Corno de África. A situação humanitária é calamitosa.