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Gorbatchev: "A Rússia corre o risco de retroceder"

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Gorbatchev: "A Rússia corre o risco de retroceder"

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O último dirigente soviético não quer que a Rússia recue no tempo. Na semana em que se assinalam duas décadas sobre a tentativa de golpe de Estado na antiga URSS, Mikhail Gorbatchev, criticou o rumo da política russa.

Aos 80 anos, o pai das reformas soviéticas disse aquilo que Medvedev e Putin não gostaram de ouvir:

“Acredito que devia haver uma mudança no topo da liderança. Não gosta, não concorda? Esta é a minha opinião e não há nada de especial. A lei foi introduzida durante a Perestroika: a existência de dois mandatos presidenciais e mais nada” afirma Gorbatchov.

A 19 de agosto de 1991, um grupo de dirigentes comunistas ortodoxos desencadeou um golpe de Estado para derrubar o Presidente soviético.

Mas a resistência popular, sobretudo em Moscovo, alterou os planos dos golpistas que acabaram por se render.

Gorbatchev, também conhecido como o homem que mudou o mundo, entra para a história pelo papel que desempenhou no desmantelamento do Bloco de Leste e na abertura dos países de regime comunista.

Um processo que terminou em 1991 com a desintegração da própria União Soviética.