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Ditadura no Chile: Comissão revela mais 9800 vítimas

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Ditadura no Chile: Comissão revela mais 9800 vítimas

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Mais 9800 casos de vítimas de prisão e tortura, e 30 casos de desaparecidos ou mortos por execução extrajudicial, foram revelados por uma Comissão de inquérito que, no Chile, investigou o número de vítimas do ditador Pinochet.
 
Os números revelados, esta quinta-feira, pela Comissão liderada pela antiga presidente Michelle Bachelet ao seu sucessor Sebastian Pinera, fizeram subir para mais de 40 mil o número de vítimas da ditadura de Pinochet, entre 1973 e 1990.
 
“Logo que possível, logo que tenha lido o relatório, o presidente vai agir.Esperamos que este relatório tenha o seu contributo para paz e reconciliação”, afirmou o ministro da Justiça do Chile, Teodoro Ribera.
 
Mas, para a principal associação de famílias de vitimas, a AFDD, o novo total de 40 mil vitimas, englobando mortos, desaparecidos, detidos e torturados, está longe da realidade.
 
Para a AFDD, dado o número de queixas, e o nível de repressão durante 17 anos, o número de vítimas deve de estar perto de 100 mil.
 
À margem dos trabalhos da Comissão, a justiça chilena prevê investigar a morte, em 1973, do poeta Pablo Neruda, reconhecido opositor da ditadura chilena.