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Síria: Mais uma sexta-feira sangrenta

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Síria: Mais uma sexta-feira sangrenta

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A terceira sexta-feira do Ramadão saldou-se por mais uma quinzena de mortos e outros tantos feridos, na Síria.

Em diversas cidades do país, milhares de pessoas, estimuladas pelo apelo americano e europeu para a demissão do presidente Bachar al Assad, sairam de novo à ruas.

Em Deraa, onde há seis meses começou a revolta, muitos gritavam “Adeus Bachar, queremos ver-te em Haia”.

Testemunhas afirmam que em duas cidades da província foram mortas mais oito pessoas nas últimas 24 horas.

Os relatos das mortes surgem apesar de o presidente ter garantido ao secretário-geral da ONU que as operações militares e policiais contra os opositores ao regime tinham terminado.

Segundo o relatório das Nações Unidas, apresentado na quinta-feira no Conselho de Segurança, cerca de duas mil pessoas foram mortas pelas forças da ordem desde março.

Estes dados são difíceis de confirmar já que as autoridades sírias expulsaram do país os meios de comunicação internacionais.

Damasco continua a afirmar que respondeu à ação de terroristas e extremistas que querem dividir a Síria e fala de 500 soldados e polícias mortos nos confrontos.

A pressão sobre Bachar al Assad é cada vez mais forte. Para os Estados Unidos e União Europeia, a única saída para o presidente sírio é o abandono do poder.