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Israel tenta acalmar tensões com o Egito

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Israel tenta acalmar tensões com o Egito

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Israel lamenta a morte de soldados egípcios em confrontos com o Tsahal na fronteira entre os dois países.

Quem o diz é o ministro da Defesa israelita Ehud Barak, que anunciou ao mesmo tempo que deu instruções ao seu exército para levar a cabo uma investigação conjunta com as forças egípcias.

Israel pretende apaziguar os ânimos depois do incidente militar de quinta-feira, que provocou uma vaga de manifestações no Egito contra o Estado hebreu.

Um manifestante egípcio defende que “se Israel pensa que as coisas são como no tempo do regime corrupto, quando os soldados egípcios eram assassinados e obrigados a ficarem calados, estão errados. Houve uma revolução e quero dizer a Israel que um soldado egípcio vale 100 soldados israelitas.

No seguimento dos confrontos com o Tsahal, durante os quais morreram também oito soldados israelitas, o Cairo retirou o seu embaixador em Telavive como forma de protesto.

O professor Uzi Rabi, especialista nas questões do Médio Oriente da Universidade de Telavive, defende que “o Egito não vai voltar ao que era durante a era Mubarak. Por isso, considero que Israel tem que perceber que agora há um novo Médio Oriente.”

Entretanto, a Liga Árabe convocou uma reunião de urgência para este domingo, no Cairo. O encontro foi pedido pelas autoridades palestinianas, devido à recrudescência da violência com Israel.

As tensões entre Egito e Israel também deverão fazer parte da agenda da organização sediada no Cairo.