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Afinal Strauss-Kahn era inocente?

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Afinal Strauss-Kahn era inocente?

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Tudo indica que o caso Dominique Strauss-Kahn, nos Estados Unidos, vai terminar rapidamente e com a declaração da sua inocência.

Depois de meses de especulações, avanços e recuos, o Procurador responsável pelo processo convocou uma reunião com os advogados de Nafissatou Diallo, um dia antes da audiência no tribunal, marcada para esta terça-feira.

Dizem os media americanos que este encontro significa que as falhas de credibilidade de Diallo, que terá mentido sobre o seu pedido de asilo e outros aspetos da sua vida, ter-se-ão sobreposto às acusações de agressão e abuso sexual. A ambiguidade das provas de violência física também contribuirá para o anunciado desfecho do caso.

François Hollande, para quem os socialistas franceses viraram o foco da ambição presidencial, veio anunciar que “um homem com as competências de Strauss-Kahn é útil ao país” e que, em última análise, “cabe a ele decidir” se volta à corrida ao Eliseu.

O que é que os franceses pensam de tudo isto? Nas ruas de Paris, há quem se divida entre “não entender onde está a verdade nesta estória”, até aos que consideram que a sua presumível inocência coloca “dúvidas sobre o sistema judicial americano”, passando pelos que sentenciam que este caso “vai ficar nos arquivos e ninguém o esquecerá”.