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Prevêm-se tensões no processo de paz da Líbia

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Prevêm-se tensões no processo de paz da Líbia

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O avanço militar para Trípoli foi impressionante apesar da pouca preparação e do armamento escasso. Sem dúvida os bombardeamenos da NATO tiveram muito a ver em isto.

No entanto no último mês as divisões internas começam a tornar-se visíveis.

O assassínio do chefe das forças armadas rebeldes, Abdul Fatah Younis, tem colocado dúvidas sobre a alegada unidade.

Os militantes islâmicos são os primeiros suspeitos do crime. Fatah Younis foi braço direito de Kadhafi e suspeitava-se que ainda mantinha laços com o governo do ditador.

O líder do Conselho Nacional de Transição, Mustafá Abdul Jalil, não conseguiu evitar os terramotos internos, mas conseguiu manter intactas as alianças externas.

32 Estados reconheceram o Conselho de Transição Nacional como governo legítimo apesar de se manterem as tensões entre os líderes tribais continuam. Depois do assassinato de Younis, Jalil dissolveu o seu gabinete, mas não voltou a nomear outro.

Algumas vozes culpam Jalil por não ter nomeado um novo executivo e ter perdido a autoridade para falar pela sociedade líbia.

A era pós-Kadhafi vai ser conflituosa: depois da queda do ditador haverá cada vez mais tensão entre as diferentes fações até agora unidas em nome de um inimigo comum.