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Violência em suspenso na Faixa de Gaza

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Violência em suspenso na Faixa de Gaza

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O ciclo repete-se: depois de quatro dias de ataques e contra-ataques, Israel e Hamas chegaram a tréguas.

Um grupo de encapuzados, pertencente ao Comité de Resistência Popular, anunciou o cessar-fogo em Gaza, justificando-o com o respeito pelos “interesses do povo” (palestiniano). No entanto, salientou-se, “a luta continua”.

A tarefa do Hamas será, agora, garantir que o acordo é cumprido por parte dos vários grupúsculos militantes radicais, aos quais são atribuídos os atentados que iniciaram as hostilidades.

Nas ruas de Gaza saúda-se a iniciativa, uma vez que, aponta este palestiniano, “a guerra só traz efeitos negativos”.

No entanto, do lado israelita, em Beersheba, é o ceticismo que fala mais alto. Para uns, “basta uma semana ou duas para começar tudo outra vez”; para outros, a ofensiva israelita não foi dura o suficiente para impedir que “eles”, os militantes palestinianos, “fiquem sossegados”.

Este capítulo de violência lançou o mal-estar entre Israel e o Egito, acusado por Telavive de não assegurar o controlo na fronteira, na sequência das mudanças de poder no país.