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Comunidade internacional questiona-se sobre arsenal líbio

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Comunidade internacional questiona-se sobre arsenal líbio

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O vazio de poder que que se prevê depois da queda de Kadhafi preocupa a comunidade internacional por causa do enorme arsenal de armamento do Antigo Guia da Líbia.

Armas convencionais e armas químicas que podem entrar no tráfico internacional.

Os rebeldes, a priori, não se mostram suficientemente organizados para saber quem vai governar, e o que vai fazer cada clã com as armas que encontrar, o que é um quebra cabeças principalmente para as grandes potências.

Em 2003, num movimento de aproximação ao ocidente, a Líbia renunciou ao programa de armamento químico.

Um ano mais tarde, uniu-se à Organização para a Interdição das Armas Químicas, OIAQ, e comprometeu-se a destruir as reservas de gás mostarda.

Destruiu ainda 3563 munições, entre bombas, granadas de obus e mísseis suscetíveis de ser usados para propagar o gás.

O processo continuou até fevereiro de 2011, mas ficou por terminar.

55% dos stocks líbios foram destruidos com a supervisão da OIAC, Calcula-se que tenham sobrado 9,5 a 11 toneladas de gás mostarda, que provoca queimaduras químicas nos olhos, pulmões e pele.

No entanto, segundo, um porta-voz da ONU é possível que, em virtude do prolongado armazenamento, o gás possa já não servir para utilização em ataques terroristas, mas apenas como ameaça ecológica.

Claro que se mantem o risco destas armas cairem nas mãos de grupos rebeldes ou de terrroristas do continente africano ou do mundo em geral, enquanto não não houver estabilidade em Trípoli.