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Índia pendente do jejum de um homem

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Índia pendente do jejum de um homem

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Dez dias depois, e sete quilos a menos, a greve de fome de Anna Hazare continua a mobilizar a Índia, não só por motivos políticos, mas porque a sua saúde está em risco.

O dia a dia do ativista de 74 anos é seguido por milhões de pessoas que o apoiam na exigência ao governo de medidas anti-corrupção, com caráter de urgência. O jejum, diz Hazare, só termina quando o executivo se entender com a oposição, neste sentido.

O radical exemplo é admirado por vários artistas indianos, como o ator Om Puri, que vê no militante “uma reencarnação de Mahatma Ghandi, no século 21”.

O parlamento indiano está praticamente pendente do futuro de Hazare, e os partidos uniram-se num apelo, veiculado pelo primeiro-ministro Manmohan Singh, que manifestou respeito pelo seu idealismo, mas sem o recurso à greve de fome.

Mais de uma centena de apoiantes do ativista foram detidos, em Nova Delí, justamente por protestar junto à residência de Manmohan Singh.