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Viagem pelo labirinto por onde Khadafi poderá ter fugido

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Viagem pelo labirinto por onde Khadafi poderá ter fugido

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O homem mais procurado do mundo estará ainda em Trípoli? Na verdade, o seu quartel-general estende-se ao longo de mais de seis quilómetros quadrados.

O correspondente da Euronews, Mustapha Bag, percorreu o intrincado labirinto que é este complexo: “Do exterior de Bab al-Azizya, há uma entrada que conduz a uma rede de túneis. Esta será, alegadamente, a saída de emergência de Khadafi, em caso de guerra. Este acesso bifurca noutros dois túneis: o primeiro vai parar a Buslim, o outro, ao aeroporto. Mas não há indicações de que Khadafi passou por aqui”.

Entre os destroços daquele que era antes um sumptuoso conjunto de edifícios, escasseiam as pistas sobre o paradeiro do ditador.

Buslim, nas imediações do bastião do coronel, é, na verdade, um dos locais onde a caça ao homem se intensifica. O Conselho Nacional de Transição oferece uma recompensa de 1,2 milhões de euros a quem capturar Khadafi, numa tentativa de que algum dos seus cúmplices o denuncie.

O desfecho completo da revolução depende do destino do líder deposto. Quanto mais tempo demorar a sua localização, mais incerto será o período de transição. Basta pensar no que o desaparecimento de Saddam Hussein provocou no respectivo contexto.

Mustafa Bag relembra que “os Estados Unidos bombardearam o simbólico complexo em 1986. Antes desta guerra, Khadafi desafiava a coligação internacional a tentar ocupar este sítio. E, no entanto, neste momento, é onde os rebeldes celebram a vitória”.