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Mercenários negros de Khadafi tornaram-se no alvo a abater

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Mercenários negros de Khadafi tornaram-se no alvo a abater

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É junto ao quartel-general de Khadafi que os confrontos, na capital líbia, têm sido mais violentos.

Nada ficou intacto na sequência do avanço rebelde sobre os focos da resistência pró-regime.

O repórter da Euronews, Mustafa Bag, explica que “vários corpos de lealistas foram encontrados no bairro de Abu Salim. Muitos africanos morreram neste local”. Alguns dos soldados, que conseguiram fugir ao ataque dos insurgentes, deixaram para trás bens pessoais, como documentos.

Mais de 30 cadáveres foram trazidos para o hospital local. No meio do amontoado de mortos, aparentemente executados, alguns sobreviventes.

A cor da pele tornou-se num fator de risco extremo. Khadafi recrutou mercenários de países vizinhos, na África negra, para resistir aos rebeldes. Agora, todos os negros são suspeitos e, portanto, um alvo a abater.

Um dos sobreviventes, proveniente do Chade, agradeceu aos médicos o socorro, perante as perseguições mortais que estão a decorrer.

Quando os médicos são confrontados com a pergunta “se há mercenários, soldados de Khadafi, entre os homens que deram entrada?”, a resposta é evasiva: “não temos informações sobre isso”.

Do lado oposto, foram achados 17 cadáveres, supostamente de ativistas políticos, mortos pelos lealistas aquando da invasão rebelde a Abu Salim.