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Tratar dos vivos e enterrar os mortos

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Tratar dos vivos e enterrar os mortos

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Na Líbia, enquanto continua a busca de Kadhafi, trata-se dos vivos e enterra-se os mortos. Mas tanto uma como a outra coisa estão a revelar-se uma dor de cabeça para as autoridades médicas e para a Cruz Vermelha Internacional (CVI).

Nos hospitais, os médicos e os medicamentos são poucos para a avalanche de feridos.

Enterrar os mortos com dignidade é também um problema, como explica Robin Waudo, da CVI: “Os mortos têm de ser tratados com dignidade. Em primeiro lugar, têm de ser identificados e as famílias informadas. Nalguns lugares, os corpos foram enterrados e foram tiradas fotografias antes dos funerais”.

Os corpos amontoam-se nos hospitais. Muitos são rebeldes mortos pelas forças leais a Kadhafi, mas também há alguns defensores do líder, alegadamente vítimas de execuções sumárias, encontrados com as mãos algemadas atrás das costas.

A televisão belga testemunhou um enterro coletivo, numa vala comum, perto de Trípoli. O camião frigorífico foi carregado com cerca de 120 cadáveres, alguns já com vários dias, e seguiu para um cemitério junto a uma mesquita a cerca de uma hora da capital. Alguns rebeldes deixaram a promessa de cavar, em breve, uma sepultura para Kadhafi.