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Irão estende mãos ao CNT à espera de esclarecer caso de Sadr

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Irão estende mãos ao CNT à espera de esclarecer caso de Sadr

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O líder supremo do Irão diz que as eleições parlamentares agendadas para 2012 representam um risco à segurança do país e apela à união nacional.

Na memória estão ainda bem presentes as manifestações depois da contestada reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.

Teerão quer evitar novos protestos e assegurar que as revoltas no mundo árabe não vão contagiar o país.

Para o Irão, a mudança de regime na Líbia representa, sobretudo, uma oportunidade para esclarecer o caso de Moussa Sadr. O ímã xiita

desapareceu durante uma viagem a Trípoli em 1978.

Teerão acredita que Muammar Kadhafi esteve na origem do desaparecimento. Na altura, o regime líbio garantiu que o líder religioso abandonou o país em direção a Itália, mas a verdade é que nunca chegou a aparecer.

Na década de 90, Sadr terá sido visto numa prisão líbia, uma informação que reforçou a desconfiança de Teerão.

Ontem, o chefe da diplomacia congratulou

a rebelião líbia pela tomada de Trípoli e convidou o líder do CNT – Conselho Nacional de Transição – a visitar o Irão.

O objetivo é retomar as relações bilaterais, em ponto morto há mais de 30 anos, e com a ajuda dos novos representantes líbios descobrir o que aconteceu com o ímã xiita.