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Líbia: Todos os caminhos vão dar a Sirte

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Líbia: Todos os caminhos vão dar a Sirte

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Apesar das celebrações do fim do Ramadão, na Líbia a derrota de Muammar Kadhafi fala mais alto e já é cantada em uníssono.

A vitória é um dado adquirido para muitos rebeldes, ainda que as forças fiéis ao coronel continuem a desafiar o ultimato lançado pelo Conselho Nacional de Transição e que expira este sábado.

Vários tanques e veículos militares com pessoal armado rumam em direção a Sirte, na esperança de fazer cair o último reduto do fugitivo Kadhafi.

O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros italiano considerou esta quarta-feira que o regime do coronel termina com o controlo de Sirte por parte dos rebeldes.

Hasni Abidi, professor no Centro de Estudos e Investigação do Mundo Árabe e do Mediterrâneo, CERNAM, faz outra análise: “Sirte é importante, mas o seu fim, digamos antes a sua queda, não significa a queda de Kadhafi, porque o regime líbio está baseado numa pessoa. Acrescentaria que enquanto estiver vivo, enquanto beneficiar de um apoio além do da sua tribo, Kadhafi manterá esta força e continuará a ser um estorvo. Kadhafi, ou o seu regime, beneficiam do apoio desta cidade que foi sempre mimada, quase escolhida pelo regime Líbio para se converter na outra capital do país.”

A guerra ainda não terminou. A batalha por Sirte, onde se supõe que Kadhafi esteja escondido, adivinha-se a mais feroz, motivo pelo qual os representantes do Conselho Nacional de Transição estão a tentar negociar a rendição pacífica da cidade.

Ao que tudo indica aqui encontram-se armados pelo menos 50 mil apoiantes de Kadhafi.