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Paris recebe conferência dos "amigos da Líbia"

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Paris recebe conferência dos "amigos da Líbia"

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A comunidade internacional reúne-se, esta quinta-feira, em Paris, com membros do Conselho Nacional de Transição (CNT), para discutir o futuro da Líbia sem Muammar Kaddafi.

Representantes de 60 países, liderados pela França e pela Grã-Bretanha, vão falar da reconstrução do país, tentando evitar os erros cometidos no Iraque.

O CNT aguarda o acesso aos milhões de dólares das contas da família Kaddafi congelados no estrangeiro. Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França já receberam luz verde da ONU:

“Temos que ajudar o CNT, já que o país está devastado, a situação humanitária é dificil, há falta de água, de eletricidade, de combustíveis. A Líbia é potencialmente um país rico, tem bens congelados que tinham sido desviados pelo antigo regime e nós estamos a descongelá-los. A França acabou de receber autorização para devolver 1,5 mil milhões de euros – que pertencem aos líbios, não é dinheiro francês – ao CNT para que possa começar a reconstrução”, afirmou o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Jupé.

Com o mesmo objetivo e para ajudar a pagar salários e despesas correntes, chegou esta noite a Tripoli um aviâo militar carregado de notas de dinar, impressas no Reino Unido, que tinham sido encomendadas por Muammar Kaddafi e estiveram retidas até agora pelas autoridades britânicas.

Uma boa parte da riqueza líbia provém de exploração do petróleo. Segundo o jornal “Libération”, Paris terá garantido, no início da revolução, 35% do petróleo líbio em troco da ajuda ao Conselho Nacional de Transição para derrubar Muammar Kaddafi. O jornal apresenta como prova uma carta do CNT ao emir do Qatar, onde esse acordo é referido.