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Cimeira de Paris prepara futuro da Líbia e dos aliados

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Cimeira de Paris prepara futuro da Líbia e dos aliados

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A era pós-Kadhafi deu mais um passo, esta quinta-feira, em Paris. Mais de 60 países marcaram presença na conferência dos chamados “amigos da Líbia”, onde ficou decidido o descongelamento imediato de 15 mil milhões de dólares retidos no estrangeiro e pertencentes ao regime de Muammar Kadhafi.

“O dinheiro desviado por Kadhafi e pelos que lhe eram próximos deve ser restituído aos líbios. Todos nos comprometemos em desbloquear o dinheiro da Líbia de ontem para financiar o desenvolvimento da Líbia de hoje”, declarou o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Mas a ajuda financeira e o apoio político têm uma contrapartida. Os Estados Unidos exigem que a nova Líbia combata o extremismo face às recentes dúvidas sobre alguns dirigentes rebeldes.

Mustafa Abdeljalil, presidente do Conselho Nacional de Transição, respondeu com uma mensagem para o povo líbio: “Como nós apostámos em vocês e a comunidade internacional também, está nas vossas mãos provar várias coisas: primeiro, que respeitamos as nossas promessas; segundo, que garantimos a estabilidade e a paz na Líbia e, terceiro, o perdão e a tolerância.”

42 anos após a chegada de Muammar Kadhafi ao poder, a NATO garante que vai continuar as operações militares na Líbia enquanto o coronel resistir. A Rússia, que sempre se opôs à intervenção militar no país, acabou por se juntar à fotografia dos que reconhecem o Conselho Nacional de Transição como a autoridade da Líbia.