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Milhares de alegados mercenários enchem prisões improvisadas de Trípoli

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Milhares de alegados mercenários enchem prisões improvisadas de Trípoli

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Um clube desportivo transformado numa imensa prisão, ao lado da Praça Verde, no coração de Trípoli. Neste local, os rebeldes dizem que agruparam os supostos mercenários de Khadafi, identificados pela pele negra, oriundos da África subsariana, sobretudo do Malí e do Níger.

O responsável por este centro de detenção improvisado, entrevistado pela Euronews, afirma que estes homens estão concentrados aqui “para serem protegidos da população (…). Aqueles que lutaram ao lado das forças de Khadafi são transferidos para serem julgados. Os outros foram libertados”.

Como apurar se os detidos são, na verdade, soldados pagos para matar ou simplesmente trabalhadores imigrantes? Muitos deles nem sequer têm documentos.

A mulher de um dos presos garante que, nesta prisão, não há “nem polícias, nem soldados, nem espiões”, garantindo que se trata de “pessoas que vivem na pobreza e que vieram tentar ganhar o pão”.

A Amnistia Internacional denuncia maus tratamentos nestes centros. O Conselho Nacional de Transição assegura que os direitos humanos estão a ser respeitados e que os acusados terão direito a julgamentos justos.