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"Strauss-Kahn, vai-te tratar!"

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"Strauss-Kahn, vai-te tratar!"

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A chegada de Dominique Strauss-Kahn a casa não significou propriamente um regresso ao conforto.

O ex-diretor do FMI foi recebido por uma imensa multidão de jornalistas e de populares quer no aeroporto, quer à porta da sua residência. À sua passagem, foram proferidos alguns insultos. O mais audível deles não pode ser integralmente traduzido, mas sugeriu que Strauss-Kahn se fosse “tratar” noutro país.

Nas imediações da sua casa, um parisiense entrevistado afirmou que “ele não saiu branqueado, na sequência do processo (…). Portanto, é difícil estar de acordo quando se fala na possibilidade de ele retomar um papel no futuro da França.”

Em Sarcelles, uma localidade nos arredores da capital, onde Strauss-Kahn já foi presidente de câmara, o discurso é outro. Um habitante local diz que “é preciso passar uma esponja sobre o que se passou, não só em Sarcelles, mas em todo o país, que deve estar preparado para o fazer”.

E há quem demonstre este apoio incondicional de uma forma bem sonora, através de serenatas contínuas em frente à residência do homem que pretendia ser presidente de todos os franceses.