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Como se vive a espera na Líbia antes de voltar a pegar nas armas?

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Como se vive a espera na Líbia antes de voltar a pegar nas armas?

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Um chá no deserto. Os combates paráram, por agora. A artilharia repousa, enquanto os homens que lutam esperam por um sinal do Conselho Nacional de Transição, um sinal para avançarem sobre Bani Walid, um dos últimos grandes redutos ainda dominados pelos fíeis de Kadhafi.

Os rebeldes têm a cidade cercada em três frentes. As negociações pela rendição não têm surtido efeito. Aliás os insurgentes dizem que os lealistas nem as levaram a sério, sugerindo que os opositores entrassem desarmados em Bani Walid.

Tendo vindo de várias partes da Líbia, desde Benghazi, Trípoli ou Misrata, os combatentes não querem fundar uma nova Líbia banhada em sangue.

Um dos grandes receios sobre o bastião de Bani Walid, 150 quilómetros a sudeste da capital, berço dos Warfala, a mais poderosa tribo do país, é de que os seus habitantes sejam envolvidos nos confrontos, utilizados como escudos humanos, por exemplo.

No compasso de espera, os rebeldes cantam pela liberdade, mas esperam entoar outra cantiga, a da vitória total.