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Bani Walid pretende a paz mas os lealistas ainda não

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Bani Walid pretende a paz mas os lealistas ainda não

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É aos chefes tribais que os rebeldes líbios recorrem para tentar levar a bom porto as negociações pela rendição.

Numa pequena mesquita, às portas de Bani Walid, as conversações retomaram depois do falhanço da primeira ronda. Aqui o combate é verbal. Os Warfalla, a poderosa tribo fiel a Kadhafi, controla Bani Walid, onde se estima que estarão apenas algumas dezenas de lealistas, mas extremamente bem armados, e, portanto, uma ameaça à população local.

O negociador rebelde, Abdullah Kenshil, salienta que “o importante é manter Bani Walid em paz, sem derramamento de sangue de qualquer das partes”. Segundo Kenshil, “aqui não há combatentes”.

Um ancião da tribo da cidade responde que “a maioria dos habitantes pretende a paz, mas que há grupos ligados (ao regime) por dinheiro ou sangue, e que incutem o medo”.

Dissipar suspeitas e convencer os resistentes, é o trabalho que aceitaram fazer aqueles que pedem agora aos novos líderes uma amnistia geral.