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Partidos belgas retomam negociação para sair da crise política

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Partidos belgas retomam negociação para sair da crise política

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Ha 14 meses que os destinos da Bélgica estão nas mãos de um governo interino. Para sair do impasse, os líderes dos oito partidos reuniram, no parlamento federal, em Bruxelas, para analisar a nova proposta de entendimento entre as comunidades francófona e flamenga. Mas os nacionalistas flamengos do NVA, que ganharam as eleições em Janeiro de 2010, não participaram no encontro, como explica a correspondente da Euronews.

“O acordo depende do entendimento entre liberais e cristãos-democratas. Caso contrário, as sondagens revelam que a votação nos independentistas flamengos poderá subir 10% num cenário de eleições antecipadas”.

O ponto mais quente da reforma institucional em curso é o estatuto da zona bilingue, Bruxelas-Hal-Vilvorde, na fronteira entre a Flandes e a Valónia.

Esta região, que compreende a capital do país, tem 19 autarquias bilingues. Mas inclui também outras 35 que pertencem apenas à região flamenga. Os flamengos exigem que a minoria francófona deixe de ter direitos de voto especiais, como acontece agora.

Francois Van Hoobrouck, autarca de Wezebeek Oppem: “Não estou muito optimista, a nao ser que os partidos francófonos cedam. É preciso uma maioria de dois terços do parlamento, um número considerável de deputados”.

A proposta de Elio di Rupo, líder do partido socialista francófono, o segundo mais votado, pode não colocar um fim a uma crise que dura há 450 dias.