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Justiça francesa nega provimento a pretensas vítimas de Tchernolbyl

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Justiça francesa nega provimento a pretensas vítimas de Tchernolbyl

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A justiça francesa concluiu que é impossível estabelecer uma relação, com fundamento científico, entre a catástrofe nuclear de Tchernobyl, em 1986, e as patologias da tiroide, detetadas na população francesa.

O processo arrasta-se há 10 anos nos tribunais. A decisão desta quarta-feira foi proferida pelo Tribunal de Segunda Instância.

O advogado das vítimas e a porta-voz do Ministério Público têm opiniões diferentes.

“Muitos terão o sentimento que é uma forma de sair de um grande processo, por uma porta pequena. Penso que eles não terão necessariamente razão. Parece-me que, do ponto de vista da opinião dos nossos concidadãos sobre o desenvolvimento judicial, haverá qualquer coisa de ligeiramente frustrante”, diz o advogado.

A porta-voz do Ministério Público diz que, 25 anos depois dos factos, não foi possível estabelecer qualquer relação de causa e efeito:

“Os dez anos de procedimento judicial não permitiram estabelecer qualquer relação – e já passaram 25 anos sobre os factos – entre a passagem desta nuvem radioativa e a existência de patologias em França”.

As peritagens científicas permitem concluir que uma nuvem radioativa atravessou o leste da França, os Alpes e a Ilha de Córsega, entre os dias 30 de Abril e 5 de Maio de 1986.

Mas as famílias das vítimas mantéem a suspeita de que algumas informações científicas foram sonegadas ao processo judicial.

Isso deixou um “amargo de boca”, disse um familiar.