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11 de setembro: A ameaça terrorista um década depois

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11 de setembro: A ameaça terrorista um década depois

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Os Estados Unidos jamais esquecerão o 11 de setembro. A história também. Os ataques da Al-Qaeda acabaram com o mito de uma América invulnerável, revelaram a amplitude da ameaça e mudaram o mundo.

Sobre os escombros do World Trade Center, rebatizado “Ground Zero” após os atentados, o então presidente George W. Bush assegurava às equipas de socorro: “ Consigo ouvir-vos. O resto do mundo escuta-vos e as pessoas que destruíram estes edifícios também vão ouvir falar de nós dentro de pouco tempo.”

Uma série de falhas dos serviços de inteligência permitiu aos terroristas atingir os objetivos em solo norte-americano. Homens de várias nacionalidades, que tinham sido recrutados e mais tarde treinados pela Al-Qaeda, em campos clandestinos no Afeganistão.

O país onde o líder do movimento, Ossama bin Laden, e os tenentes montaram a base, ao abrigo do regime dos talibãs.

Os Estados Unidos declaram guerra aberta à Al-Qaeda. Milhares de soldados são enviados para o Afeganistão para desmantelar a rede terrorista e capturar os chefes. Mas o terrorismo internacional é um inimigo esquivo, difuso, e é em outubro de 2002, em Bali, que volta a atacar. Mais de 180 pessoas, entre elas muitos turistas, sucumbem aos atentados cometidos pela Jemaah Islamiah, próxima da Al-Qaeda.

A invasão norte-americana do Iraque, em 2003, para derrubar o regime de Saddam Hussein e tentar exportar a democracia para o país, abre uma nova frente para os americanos com a infiltração da Al-Qaeda no país.

A resposta do terrorismo islamita atinge também a Europa. Em março de 2004, em Madrid, uma série de bombas colocadas nos comboios matam 191 pessoas e fazem 1500 feridos.

Mais tarde, em julho de 2005, os terroristas, todos cidadãos britânicos desta vez, matam 52 pessoas ao fazerem-se explodir dentro da rede de transportes coletivos de Londres.

Os ataques coordenados de Bombaim, em 2008, fazem 174 mortos e mostram a amplitude da ameaça ligada à Al-Qaeda.

Sempre no encalço de bin laden, os norte-americanos levaram dez anos a encontrá-lo e exterminá-lo, a 2 de maio de 2011, numa casa no Paquistão.

Os drones da CIA mataram mais de mil combatentes da Al-Qaeda, mas o número dois da rede, Ayman al-Zawahiri, continua aos comandos.

“Nesta fase do jogo estamos a falar de cerca de dez a 20 líderes chave repartidos entre o Paquistão, Iémen, Somália, Aqim (a Al-Qaeda no magrebe islâmico), no norte de África. Penso que se conseguir-mos detê-los, a derrota estratégica da Al-Qaeda está ao nosso alcance”, diz Leon Panetta, o secretário norte-americano da Defesa.