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Kadhafi tem os bolsos cheios para fintar as buscas

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Kadhafi tem os bolsos cheios para fintar as buscas

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Os combatentes do novo poder na Líbia conquistaram mais uma das principais linhas inimigas, a 60 quilómetros de Sirte. Os outros focos de resistência, Sebha e Bani Walid, também estão cercados. Os rebeldes continuam em contagem decrescente para a rendição destas cidades, que termina no sábado.

Além disso, garantem que estão a seguir o rasto de Kadhafi. O porta-voz do Conselho Militar de Trípoli, Anis Sharif, declarou que “estão a localizar os seus movimentos” e que o coronel “se desloca numa pequena coluna militar para evitar chamar a atenção da NATO e dos rebeldes”. Este responsável assegurou, ainda, que foi localizado “o raio de 60 quilómetros onde ele se move”.

Mas Kadhafi continua a monte e a divulgar mensagens de resistência. Esta quarta-feira à noite, utilizou a televisão síria Arrai para negar os rumores de fuga para o Níger, que qualificou de “mentiras e guerra psicológica”.

Nos últimos dias do regime, Kadhafi vendeu mais de 20 por cento das reservas em ouro do país, ou seja, 29 toneladas de ouro, no valor de mil milhões de dólares.

A informação foi avançada pelo governador do Banco Central da Líbia, avisando que “o antigo regime não declarava todo o dinheiro através do sistema bancário, que mantinha fora do setor”. Apesar do muito dinheiro desaparecido, o responsável assegurou que o montante total dos bens do Banco Central é de 115 mil milhões de dólares, dos quais 90 mil milhões se encontram no estrangeiro.

O novo poder conta, assim, com um saldo positivo para governar o país nos próximos tempos. Da mesma forma que o ditador tem enormes reservas para apagar as pistas da sua fuga. Para o capturar, o Tribunal Penal Internacional pediu ajuda à Interpol.