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Afeganistão divide opiniões

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Afeganistão divide opiniões

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Foram os ataques terrorista de 11 de Setembro que levaram as forças internacionais para o Afeganistão.

O objectivo era a luta contra o extremismo apoiado pelos talibans, instaurar um regime democratico e melhorar a vida das populações.

Robina Jalali, agora com 25 anos, foi a primeira mulher afegã a competir nos Jogos Olímpicos.

Hoje, faz política, coisa impensável, na vigência dos talibans:

“Antes, nós estávamos distantes dos interesses do Povo tanto a oposição, como os talibans. Mas, hoje, felizmente, mandamos nos nossos destinos e os cidadãos decidem e lutam de pé contra todos os obstáculos”

Mas há outros pontos de vista. Saheb Dad perdeu um filho, na guerra. Visita todos os dias o cemitério, e não acredita que tenha havido progressos. Diz que tudo está pior:

“Mudanças? A situação no Afeganistão piora de dia para dia. No princípio, nós esperávamos que os nossos sacrifícios iriam contribuir para trazer a paz ao Afeganistão mas nada disso aconteceu”.

Jeremy Lezama, um marine americano reconhece a existência de críticas. Mas diz que também há muita gente contente.

Gente que compreende os esforço dos militares da força internacional:

“Isto é uma parte da História. É isso que nós pensamos, mas há quem pense que isto não é nada. Mas uma coisa é certa: nós melhorámos a vida de muitos indivíduos que eu conheço. Nós estamos aqui a fazer um trabalho”

Dez anos que não agradam a todos. O período é de transição e, dentro de algum tempo, os afegãos ficarão de novo entregues a si próprios.

Talvez seja esse o momento apropriado, para fazer o balanço.