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Comandate Massoud continua vivo entre os afegãos

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Comandate Massoud continua vivo entre os afegãos

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Considerado um herói nacional do Afeganistão, Ahmad Shah Massoud foi homenageado esta sexta-feira em Cabul, dez anos depois de ser assassinado por agentes da Al-Qaeda.

Líder militar da Frente da União Islâmica para a Salvação do Afeganistão, a Aliança do Norte, o carismático e ainda venerado comandante prometeu resistir à ascensão do regime dos talibã.

Mas a 9 de setembro de 2001 foi completamente arrasado por uma bomba transportada por dois falsos jornalistas árabes.

O ataque aconteceu precisamente dois dias antes dos atentados do 11 de setembro.

Semanas antes, Massoud tinha-se deslocado aos Estados Unidos, alertando para o perigo do regime talibã e para a hipótese de um atentado terrorista no país.

“O primeiro que pensámos foi que tinha muita razão. Tinha muita razão e o Governo norte-americano foi muito ingénuo por não prestar atenção aos alertas de Massoud, que sabia que os talibã estavam a preparar algo no Afeganistão, no Paquistão. Foram extremamente ingénuos. Milhares de pessoas morreram só porque não se ouviu quem estava no terreno”, lembra o irmão de Massoud, Wali.

Herói da resistência, Massoud foi o líder militar que articulou a expulsão do exército soviético do Afeganistão e ganhou o título de “Leão de Panjshir”.

Defensor da ajuda internacional no país, mas sem uma intervenção direta, fez sempre frente aos talibã, impedindo-os de conquistar o Afeganistão.

Dez anos depois do assassinato, Massoud continua sem sucessor e o Afeganistão está distante da visão de um país livre e unido, por ele idealizada.