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Oposição síria pede observação internacional

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Oposição síria pede observação internacional

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Pode ser mais uma sexta-feira de sangue na Síria – desde ontem que as tropas governamentais ocupam posições estratégicas, para reprimir as manifestações anunciadas para hoje.

Esperam-se grandes concentrações em Damasco e noutras cidades.

Trata-se, para já, de uma operação de intimidação que levou ao encerramento do comércio, em muitas cidades, incluindo os arredores da capital.

Há registo já da morte de três soldados, em condições ainda não explicadas. As agências descrevem-nos como “insubmissos”.

Através da internet e em várias redes socias, as forças da oposição pedem a proteção da comunicdade internacional,

Querem ainda o envio de uma missão de observadores internacionais e de jornalistas estrangeiros, até aqui impedidos, por Damasco, de fazerem a cobertura do acontecimentos.

Em entrevista à euronews, o presidente russo, Medvedev deixou vários avisos a Bashar al-Assad.

Fala de um “elevado número de vítimas” e de “uso desproporcionado de força”.

- De facto discuti esse assunto com o senhor Juppé e com o ministro da defesa francês. A questão é a seguinte: Não estamos completamente satisfeitos com o modo como a Resolução 1973 foi implementada. Agora é uma coisa do passado, porque, aparentemente, na Líbia a situação mudou. No entanto, acreditamos que o mandato, emanado da Resolução 1973 sobre a Líbia, foi ultrapassado. Nós não gostaríamos que acontecesse a mesma coisa em relação à Síria. Sim, nós vemos os problemas na Síria. Vemos o uso desproporcionado da força, um grande número de vítimas, e também não gostamos. Tenho conversado, pessoalmente, sobre isso com o presidente Bashar Al-Assad. Recentemente enviei um secretário de estado dos negócios estrangeiros para sublinhar a nossa posição sobre esta questão. Acredito que as resoluções que fazemos para dar uma mensagem severa à, como dizem, liderança da Síria, devem ser dirigidas a ambos os lados, porque a situação não é estéril. Aqueles que levantam lemas anti-governo – não são apenas simpatizantes da requintada democracia europeia. São pessoas muito diversas. Alguns deles são, francamente, extremistas. Outros podem até ser chamados de terroristas. A situação não deve ser idealizada. Devemos, sim, proseguir com base no equilíbrio de forças e interesses. Estamos prontos para apoiar uma variedade de abordagens, que não devem ser baseadas na condenação unilateral dos atos do governo e do presidente Assad. Eles devem enviar uma forte mensagem a todos os lados do conflito. Eles precisam de se sentar e darem início às negociações para que se acabe com o derramamento de sangue. A Rússia, enquanto grande amiga da Síria, está também interessada nisso. Este é um país com o qual temos inúmeros contactos económicos e políticos. Por isso continuaremos à procura de soluções para se sair desta situção.