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Governo israelita vai respeitar acordo de paz com o Egito

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Governo israelita vai respeitar acordo de paz com o Egito

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A embaixada israelita no Cairo foi, na sexta-feira, o alvo da ira dos egípcios que horas antes se tinham manifestado na Praça Tahrir para exigirem a adoção mais célere de novas reformas no país.

Mais de um milhar de pessoas juntou-se à frente da embaixada do Estado hebreu na capital egípcia. Apesar da presença das forças de segurança, os manifestantes conseguiram entrar na embaixada e destruíram documentos e símbolos israelitas.

Benjamin Netanyahu reagiu em conferência de imprensa, este sábado. O chefe de governo israelita afirmou que “Israel vai continuar a respeitar o acordo de paz com o Egito. Estamos a trabalhar em conjunto com o governo egípcio para que o nosso embaixador regresse ao Cairo em breve. Gostaria de ver as medidas de segurança para ele e para os restantes funcionários garantidas rapidamente e vamos facultar a segurança necessária”, concluiu.

Os confrontos com as forças de segurança continuaram pela noite dentro na capital egípcia. De acordo com o mais recente balanço, divulgado pelo ministro da Saúde, quatro pessoas morreram, uma delas de ataque cardíaco, e mais de mil ficaram feridas.

Seis funcionários da embaixada ficaram retidos no edifício e só puderam sair com escolta de militares egípcios. O embaixador israelita regressou a Telavive, ao passo que o seu número dois continua no Cairo.

A pior crise diplomática entre Israel e Egito desde a queda de Hosni Mubarak teve início no dia 18 de agosto quando cinco polícias egípcios foram mortos por soldados israelitas que patrulhavam a zona de Eilat, junto à fronteira entre os dois países.