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Itália tenta seduzir China

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Itália tenta seduzir China

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Sob a pressão dos mercados, a Itália vira-se para a China. De acordo com várias fontes, o Governo de Berlusconi está a tentar que Pequim compre quantidades significativas de dívida italiana e que invista em empresas estratégicas. O ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, ter-se-á encontrado com uma delegação liderada pelo presidente do China Investment Corporation, um dos maiores fundos soberanos do mundo.

Não se sabe quanto é que o país asiático já detém dos 1,9 biliões de euros de dívida italiana. A China possui as maiores reservas internacionais do mundo, no valor de 2,3 biliões de euros.

“A China quer comprar dívida italiana. É uma mensagem clara para Bruxelas e Berlim, porque eles deixaram claro que a Itália ainda é um membro da zona euro. Eles não querem comprar obrigações gregas. É por isso que devemos deixar bem claro que, na opinião deles, a Grécia não é um membro da zona euro, não em mil anos”, afirmou Robert Halver do Baader Bank.

A possibilidade de investimento surge numa altura em que a Itália está a pagar juros recordes nos leilões de dívida. O país suportou um juro médio de 5,6% numa emissão de obrigações a cinco anos.

A Itália ainda precisa de vender cerca de 70 mil milhões de euros de dívida este ano.

Num encontro com jornalistas espanhóis, o presidente dos Estados Unidos disse que a Grécia é a preocupação imediata, mas alertou que a Itália e a Espanha podem vir a ser um problema maior, se os mercados continuarem a atacar os dois países.

Obama instou os europeus a coordenarem melhor as políticas fiscais para resolverem a crise da dívida soberana europeia.