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Durão Barroso vai propôr euro-bonds mas Alemanha diz já que "não"

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Durão Barroso vai propôr euro-bonds mas Alemanha diz já que "não"

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À falta de liquidez, e perante dívidas públicas que ameaçam corroer os pilares europeus, o termo euro-bonds, ou obrigações europeias, entrou para o léxico do resgate comunitário.

Durão Barroso anunciou que vai propôr uma listagem de opções para os Estados à beira do incumprimento, entre as quais as referidas obrigações, sem que essa alternativa se torne automática.

O presidente da Comissão Europeia referiu que “é o futuro económico e político da Europa que está em jogo, (…) nesta luta pela própria integração”.

Mas o sentido comunitário não significa o mesmo para todos. O ministro alemão da Economia afirmou que “o senhor Barroso não está a falar pelo governo da Alemanha, uma vez que um veredito do Supremo Tribunal do país impossibilita recursos ilimitados (…). O que inviabiliza as euro-bonds, pelo menos para a Alemanha”.

Um outro alemão, o comissário para a Energia, Günther Oettinger, propôs mesmo que os países endividados coloquem a bandeira nacional a meia-haste, propósito rapidamente retirado, sob a alegação de que se tratou de uma frase fora do contexto.