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Palestinianos prosseguem campanha à escala planetária

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Palestinianos prosseguem campanha à escala planetária

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Uma campanha à escala planetária. Determinados a criarem um Estado reconhecido pela comunidade internacional, os palestinianos estiveram na segunda-feira em Bruxelas para pressionar a União Europeia.

As autoridades de Ramallah dizem-se prontas para gerir um Estado independente, após terem edificado, com a ajuda política e financeira dos Vinte e Sete, as instituições de Estado.

Mas há também a questão do impasse nas negociações de paz com os israelitas que levou Abbas a iniciar uma campanha pelo reconhecimento do Estado da Palestina.

Há um ano a rejeição de Netanyahu de prorrogar a moratória sobre a construção de colonatos foi considerada inaceitável para a Autoridade Palestiniana.

Para os palestinianos, os mais de 200 colonatos hebraicos, onde vivem cerca de meio milhão de israelitas, é um obstáculo à assinatura de um acordo já que pretendem um Estado sem colonatos e que respeite as fronteiras de 1967.

Para Israel, está fora de questão fazer qualquer tipo de concessões neste sentido. O primeiro-ministro israelita foi muito claro no discurso que proferiu em maio no Congresso norte-americano.

“Vamos ser generosos em relação ao tamanho do futuro Estado palestiniano, mas como disse o Presidente Obama, a fronteira vai ser diferente da que existia a 04 de junho de 1967. Israel não voltará a ter fronteiras indefensáveis.”

A resposta de Mahmud Abbas foi continuar com a campanha de reconhecimento bilateral do Estado palestiniano. No Líbano, esteve presente na cerimónia da abertura oficial da embaixada palestiniana em Beirute.

Abbas já conseguiu ter o reconhecimento de perto de 100 países. Recentemente, o Brasil, a Argentina e o Chile juntaram-se à lista.

O outro grande objetivo é um lugar na ONU. Em resposta à oposição norte-americana os palestinianos relembram o desejo de Obama há um ano durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Quando regressarmos no próximo ano, podemos ter um acordo que levará à criação de um novo membro das Nações Unidas: um Estado da palestina independente, que viva em paz com Israel.”

Um lugar na ONU… Um sonho antigo que os palestinianos querem tornar realidade. E mesmo se se trata apenas de um gesto simbólico, a iniciativa não deixa ninguém indiferente em Israel.