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Ventos da mudança na Dinamarca

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Ventos da mudança na Dinamarca

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Os dinamarqueses preparam-se para uma nova etapa política.

Esta quarta-feira deram, pela primeira vez, a vitória, nas eleições legislativas, a uma mulher.

Após dez anos de governos sucessivos de centro-direita, a esquerda venceu. Uma coligação entre quatro partidos, que deu à social democrata Helle Thorning-Schmidt, de 44 anos, a liderança na gestão dos destinos do país.

Para uma dinamarquesa, entrevistada nas ruas de Copenhaga, a vitória de Thorning-Schmidt não teria sido possível sem os votos dos liberais-sociais e da Lista Unida, partido da extrema-esquerda. Acrescenta que vai esperar para ver quanto tempo dura a coligação.

Um dinamarquês está confiante num novo fôlego para o país.

Um outro, menos entusiasta, não acredita em mudanças nas políticas económicas que vão ser implementadas pelo novo executivo.

Entretanto, o anterior Primeiro-ministro, Lars Loekke Rasmussen, assumiu a derrota e apresenta, esta sexta-feira, à rainha, a sua demissão.

Thorning-Schmidt vai ocupar a Presidência rotativa da União Europeia a partir de 1 de janeiro. A nova chefe do executivo deverá conciliar, para além das divergências no seio da UE, as diferença que a afastam dos restantes partidos da sua coligação, principalmente nas questões sobre política económica e imigração.