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Mea culpa de Strauss-Khan não convence opinião pública francesa

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Mea culpa de Strauss-Khan não convence opinião pública francesa

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13 milhões de telespectadores franceses, um recorde desde 2005, seguiram este domingo, pela televisão a primeira entrevista de Dominique Strauss Kahn desde que rebentou o escândalo da empregada do serviço de quartos do Sofitel.

Das críticas das feministas, ao mal-estar dos políticos, as reações às declarações de Dominique Strauss-Khan multiplicam-se.

O ex-diretor do FMI não utilizou argumentos próprios para falar do que aconteceu, bradiu o relatório do procurador, e usou-o em quatro momentos distintos.

Dominique Strauss-Khan:

“- Não houve violência, não se registaram agressões, nem coação, nem houve qualquer delito. Foi a Procuradoria da República dos Estados Unidos que o disse. “

“As provas físicas e científicas estabelecem que o arguido manteve relações sexuais com a queixosa, mas não se pôde estabelecer que se tratou de um ato forçado, não consentido”

“Neste relatório o promotor diz que a queixosa deu tantas versões diferentes do que aconteceu que já não podia achar nem uma palavra que coincidisse. Diz que, praticamente em cada reunião, ela mentiu.”

“A natureza e número de queixas falsas tornam.-nos incapazes de acreditar na versão dela sobre os factos para além da dúvida razoável. Seja qual for a verdade. as versões da acusação e da defesa não coincidem”.

Dominique Strauss Khan evoca, por meias palavras, a teoria da conspiração contra ele. Algumas informações sobre o que se passou no hotel terão sido filtradas…mas quem as terá dado?

“Na página 12 do relatório, o procurador afirma que deram informações a Kennet Thomson, advogado da queixosa, sobre as movimentações das pessoas no hotel. À pergunta de que se achava que a Sofitel permitia cumplicidades, a resposta foi que alguém, lá dentro, o terá feito.

Como se falava em horas de entrada no quarto de hotel 2820, o Tribunal obteve o registo das chaves eletrónicas usadas. Mas alguém, fora do Tribunal também obteve o mesmo registo.

Estas pontas soltas vão, decerto ser agarradas pelo ex-homem forte do FMI, mesmo que não tenha insistido muito na tese da conspiração neste mea culpa feito para a opinião pública francesa.