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Pessimismo sobre Atenas contagia praças europeias

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Pessimismo sobre Atenas contagia praças europeias

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A ameaça cada vez maior de um incumprimento da Grécia pressiona as bolsas europeias. Os investidores receiam que a Atenas não receba a próxima tranche dos empréstimos internacionais, que permitirá ao país evitar a bancarrota.

Consequência da incerteza, as principais praças europeias fecharam no vermelho. Lisboa acompanhou os recuos.

Os analistas fazem o diagnóstico do problema.

“É importante para o mercado ter estabilidade e segurança. Neste momento, essa estabilidade não está garantida por causa da situação difícil na Grécia. E é por isso que há tanta pressão sobre os investidores, depois da recuperação da semana passada. Mas essa foi apenas uma recuperação de natureza técnica”, diz Oliver Roth, do Close Brothers Seydler Bank.

Tudo está refém da teleconferência de hoje entre o ministro grego das Finanças e os inspetores da “troika”, para tomarem uma decisão sobre a entrega da próxima tranche da ajuda à Grécia. São oito mil milhões de euros, a tábua de salvação para Atenas evitar um ‘default’.

“Vai ser uma semana difícil para o país, para a zona euro, para todos nós e também para mim, pessoalmente. O problema da Europa, como ficou mais uma vez provado, é de natureza política e institucional”, disse o ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos.

Avizinham-se novos protestos na Grécia, depois do ministro das Finanças prometer mais cortes na despesa e novos impostos para reduzir o défice até 7,6 por cento ainda este ano.