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Baixa do "rating" italiano amplifica receios de contágio

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Baixa do "rating" italiano amplifica receios de contágio

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De pouco valeu a Roma a aprovação de um pacote de austeridade de 54 mil milhões de euros para conter a subida nos juros implícitos da dívida no mercado secundário.

Face às previsões de um fraco crescimento económico, a Standard & Poor’s baixou o “rating” do país, de A+ para A.

A agência de notação financeira mantém o “outlook” negativo, o que significa que o país não está isento de um novo “downgrade”.

O primeiro-ministro italiano diz que a medida foi “mais ditada pelas histórias dos jornais do que pela realidade”, depois da agência lembrar que a fragilidade do Governo pode limitar os esforços de contenção da dívida.

Uma dívida que ascende aos 1,900 mil milhões de euros, numa economia que, de acordo com o FMI e contra as previsões anteriores, este ano crescerá apenas 0,6 por cento.

Os analistas consideram que esta decisão amplifica os receios de contágio da crise grega.

“É outro sinal de alerta para a Europa, porque enquanto a crise da dívida esteve limitada a países mais pequenos como a Grécia, Portugal e Irlanda, parecia mais controlável, mas a partir do momento em que começa a afetar países como Itália já complica tudo”, diz Gavin Jones, correspondente da agência Reuters em Roma.

O fato de a notícia não ser de todo inesperada ajudou a atenuar a reação dos mercados. As bolsas europeias iniciaram a sessão a perder, mas inverteram a tendência para terreno positivo.

Os receios de contágio minam a confiança dos investidores e os mercados estão em constante sobressalto.

Até à data apenas a compra de dívida por parte do Banco Central Europeu parece acalmar os ânimos, mas falta saber por quanto mais tempo.