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EUA: Mantida a pena capital para Troy Davis

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EUA: Mantida a pena capital para Troy Davis

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A justiça norte-americana recusou a clemência para Troy Davis, um negro condenado à morte em 1991 pelo alegado assassínio de um polícia branco.

Após duas décadas de recursos, a última instância de apelo rejeitou a comutação da pena capital em prisão perpétua, apesar de existirem fortes suspeitas de que um dos homens que o acusou seja o verdadeiro homicida.

“Não acreditamos que a Junta de Perdão e Liberdade Condicional permita que uma pessoa seja morta apesar de existirem sérias dúvidas sobre este caso. Temos esperança que ajam como uma dispositivo de segurança eficiente e intervenham nesta execução”; disse Laura Moye da Amnistia Internacional.

A União Europeia, a Amnistia Internacional, o ex-presidente Jimmy Carter, e o papa Bento XVI pediram ao estado da Geórgia para comutar a sentença.

Mas, a mulher e o filho de Mark MacPhail, o polícia morto em 1989, congratularam-se pela decisão.

“Nós somos a vítimas. Andámos a lidar com isto há 22 anos. Chegou a altura de ser feita justiça.

Precisamos que justiça seja feita”, disse a viúva de Mark MacPhail.

“O meu pai foi uma vítima. Não teve hipótese de dizer nada. Foi levado de nós muito cedo”, sublinhou o filho.

Com 42 anos, 20 dos quais no corredor da morte, Troy Davis é considerado pelos seus apoiantes como o protótipo do negro injustamente condenado à pena capital.