Última hora

Última hora

Socialistas europeus criticam mais austeridade para a Grécia.

Em leitura:

Socialistas europeus criticam mais austeridade para a Grécia.

Tamanho do texto Aa Aa

O governo de Atenas está disposto a acelarar as medidas de austeridade para assegurar que a troika dá luz verde à sexta tranche de ajuda, no valor de oito mil milhões de euros.

Mas economistas e eurodeputados de esquerda defendem outra porta de saída para a cada vez mais aguda crise grega.

“É necessário reestruturar a dívida grega, todos concordamos que a Grécia não vai conseguir pagar. É preciso anular um parte dessa dívida e alargar a missão do Fundo Europeu de Estabilização Finaceira para poder recapitalizar os bancos que vão sofrer perdas de capital. É a linha de orientação que devia ter sido adoptada na semana passada pelo Conselho Europeu, que foi irresponsável por não o ter feito”, disse à Euronews Leim Hoang Ngoc, eurodeputado francês da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas.

O economista Eckhard Hein, da Faculdade de Economia de Berlim, foi uma das vozes a defender uma inversão total do modelo. Em vez de mais cortes, a Grécia deveria receber uma injecção de capital com vista ao crescimento produtivo.

“O que a Grécia precisa é de uma espécie de Plano Marshall. Pode passar por investimento directo através do Banco Europeu de Investimento, ou pelos fundos regionais e estruturais, e obviamente, passar também por empréstimos do Banco Central Europeu”, explicou à Euronews.

Os dois pacotes de ajuda aprovados pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Comissão Europeia atingem quase 220 mil milhões de euros. Mas apesar do apoio político dos outros membros da Zona Euro, os mercados parecem continuar a duvidar da capacidade da Grécia de evitar a bancarrota.