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Pesadelo grego cada vez mais negro

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Pesadelo grego cada vez mais negro

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Ao reforço da austeridade, os gregos respondem com o reforço dos protestos.

Milhares de pessoas concentraram-se em frente ao parlamento, no dia em que o Governo anunciou novas medidas para acelerar o processo de diminuição do défice das contas públicas e garantir a próxima tranche da ajuda internacional de 8 mil milhões de euros.

O pesadelo grego converte-se em tragédia para muitas famílias, de mãos e pés atados.

“‘E inaceitável. O ministro das Finanças está continuamente a anunciar novas medidas, voltaram a fazê-lo esta quarta-feira. Tenho uma criança com um ano, em que mundo é que vai viver? As pessoas precisam de sair em protesto”, diz Kyriaki Katsiki, de 31 anos.

O executivo liderado por Georges Papandreou anunciou um corte de 20 por cento nas reformas acima dos 1200 euros. Para os antigos funcionários públicos que se reformaram antes dos 55 anos e que recebam mais de 1000 euros, o corte será de 40 por cento.

Prevê-se ainda a transferência 30 mil funcionários públicos para um sistema de reserva, com uma redução dos salários em 60 por cento. Os trabalhadores terão 12 meses para encontrar um novo emprego, caso contrário serão despedidos.

A juntar a isso está o alargamento, pelo menos até 2014, do imposto sobre o imobiliário.

O limite de isenção de impostos sobre os rendimentos anuais cairá para cinco mil euros.