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Abbas apresenta pedido de adesão da Palestina à ONU

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Abbas apresenta pedido de adesão da Palestina à ONU

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Chegou o momento da verdade para a Palestina.
Mahmud Abbas prepara-se para apresentar o pedido de adesão plena de um Estado da Palestina às Nações Unidas. O pedido do presidente da Autoridade Palestiniana conta com a oposição de Israel e dos Estados Unidos.
 
Prevê-se que Abbas entregue uma carta com o pedido ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, que, por sua vez, a encaminha para o principal órgão da organização, o Conselho de Segurança.

Os palestinianos pretendem que a Palestina seja reconhecida, tendo por base as fronteiras de 1967, o que inclui a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, hoje, ocupadas por Israel.
 
Barack Obama discursou, esta quarta-feira, perante a Assembleia Geral da ONU afirmou estar a favor de um estado independente da Palestina, no entanto, não desta maneira. Os Estados Unidos mostraram-se assim contra o reconhecimento do Estado da Palestina pela ONU. Barack Obama reafirmou que é necessário Israel e Palestina voltarem à mesa das negociações para se encontrar um acordo. Como membro permanente do Conselho de Segurança, os Estados Unidos têm poder de veto.
 
O discurso de Obama provocou a contestação do povo palestiniano, que acusou o presidente norte-americano de ser pró-israelita e de ter “dois pesos e duas medidas”.
 
A França propôs a criação de um “estado intermédio”, para a Palestina nas Nações Unidas. Nicolas Sarkozy propôs que a Palestina se tornasse observador da organização, em vez de membro de pleno direito, a par do relançamento de negociações diretas com Israel.
 
Quem defendeu a entrada da Palestina como Estado membro da ONU foi a presidente brasileira Dilma Rousseff, a quem coube a honra de ser a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral, desde a criação do organismo em 1947.
 
O Brasil reconheceu oficialmente o Estado Palestino em dezembro do ano passado, ainda durante a governação de Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Passos Coelho afirmou que Portugal vai aguardar o resultado das negociações do Quarteto, que integra a União Europeia, Rússia, Estados Unidos e Nações Unidas, e só depois decide a posição a adotar no Conselho de Segurança sobre o reconhecimento da Palestina.